quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O ser de uma mulher.
Sou duas mulheres: uma deseja ter toda a alegria, a paixão, as aventuras que a vida pode dar. A outra quer ser escrava de uma rotina, da vida familiar, das coisas que podem ser planejadas e cumpridas. Sou a dona de casa e a menina, ambas vivendo no mesmo corpo, e uma lutando contra a outra.
O encontro de uma mulher consigo mesma é uma brincadeira com sérios riscos. Uma dança divina. Quando nos encontramos, somos duas energias divinas, dois universos que se chocam. Se o encontro não tem a reverência necessária, um universo destrói o outro.
O fogo na lareira, o vinho. O amor mais forte é aquele que pode demonstrar sua fragilidade
Quando eu não tinha nada a perder, eu recebi tudo. Quando deixei de ser quem era, encontrei a mim mesma. Se tudo aquilo foi um sonho, ou se acontece apenas uma vez. Sei que posso viver sem isso, a dor assusta quando mostra sua verdadeira face, mas é sedutora quando está vestida de sacrifício, renúncia ou covardia. O ser humano, por mais que a rejeite, sempre encontra um meio de estar com ela, namorá-la, fazer com que seja parte da sua vida.
Certas coisas não se dividem. Não devemos ter medo dos oceanos em que mergulhamos por nossa livre vontade; o medo atrapalha o jogo de todo mundo.
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